Chamadas para áfrica do sul

Comprar um número virtual de África do Sul +27 para receber mensagens de texto (SMS) e camadas telefónicas. Através dos números de telefone virtuais pode utilizar as nossas aplicações de Chats Falsos (Spoof Chat) e Reencaminhamento de Chamadas (Call Forwarder). Com o Viber Out, você pode fazer chamadas de qualidade para África do Sul de Moçambique. Ligue para qualquer número em África do Sul, tanto para telefone fixo quanto para celular, a partir de apenas 19.8 ¢ por minuto. Compre pacotes de crédito ou um plano de chamadas para obter as melhores tarifas por minuto para África do Sul. As chamadas podem ser feitas de e para telefones em qualquer um dos países a seguir. Todos os territórios no exterior que usam o mesmo código de país internacional que os países listados abaixo também são suportados.. As listas abaixo estão sujeitas a alteração. Chamadas internacionais na África do Sul: como ligar para os seus familiares ou amigos que vivem no estrangeiro a partir de África do Sul. Chamadas GRATUITAS e ilimitadas para números Lycamobile na África do Sul com qualquer carregamento. A Lycamobile chegou à África do Sul! Para celebrar esta adição à nossa rede internacional, que agora é composta por 23 países, pode efectuar chamadas ilimitadas para números Lycamobile na África do Sul, totalmente GRÁTIS! Liga ágora para África do Sul com a taxa mais baixa usando Viber. chamadas internacionais baratas para telefones móveis e fixos sem compromisso e sem taxa de conexão DDD África do Sul. O prefixo de telefone para chamadas para o África do Sul é 27. Para chamadas internacionais, você simplesmente discar o código do país desejado, em seguida, o código da cidade e, finalmente, o número de telefone que deseja chamar. África do Sul Códigos telefônicos, Códigos Internacionais de Chamadas, Chamadas Telefônicas, Discagem, Código de Área, Discagem Telefônica, Códigos Internacionais de Discagem, Códigos de País de Chamada, Código do País, Códigos da Cidade Nas residências da África do Sul predomina o uso de tomadas para conexão dos aparelhos elétricos do tipo M, embora estejam amplamente disponíveis adaptadores para o modelo C, de duas pontas. Telefonia celular. Há cinco principais operadoras de celulares na África do Sul, a saber: Vodacom, MTN, Telkom, Cell-C e Virgin Mobile. ÁFRICA DO SUL. TARIFAS DE ROAMING PARA ÁFRICA DO SUL ... Pós-pago. Valores por minuto: Chamada para o Brasil: US$ 5,04 Chamada local: US$ 2,01 Chamada recebida: US$ 2,01 Chamada internacional: US$ 5,61 Torpedo enviado: US$ 0,60 Torpedo recebido: Grátis Tráfego de dados: R$ 79,90/dia. Controle. Valores por minuto: Chamadas originadas e ...

Cultura muito inútil e retardada: os nomes imbecis e muito estúpidos do perú (a ave) em várias linguas

2020.06.23 01:27 I_say_many_things Cultura muito inútil e retardada: os nomes imbecis e muito estúpidos do perú (a ave) em várias linguas

P.S: mais cultura muito inútil: em Angola, a galinha de Angola é chamada de "capota" ou "estôfraca" (estou fraca) porque o barulho que o bicho faz parece com isso mesmo.
submitted by I_say_many_things to brasilivre [link] [comments]


2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
submitted by HairlessButtcrack to portugal [link] [comments]


2020.02.09 17:39 vvvvfl Parasitas? Número de servidores cresce 83% em 20 anos e é pouco.

https://economia.uol.com.bnoticias/estadao-conteudo/2018/12/18/total-de-servidores-publicos-no-pais-sobe-60-em-20-anos-diz-ipea.htm
É fácil achar matérias com chamadas como essa. Dando a entender que os últimos anos foram uma loucura de gasto público e de contratações públicas. Por exemplo, o primeiro parágrafo diz:
>>cresceu 83% em 20 anos, passando de 6,264 milhões, em 1995, para 11,492 milhões, em 2016, ?>>conforme o Atlas do Estado Brasileiro,...
No entanto, esse tipo de consideração completamente desconsidera o crescimento da população brasileira no mesmo período. De 1995 à 2016 a população foi de 162.3 M para 209.3 M, uma diferença percentual de ~+29%. Então, só para manter os serviços públicos no nível em que eles estavam em 1995, teríamos que expandir o numero de servidores públicos em 29%.
E isso toca em outro detalhe: O nível do serviço público e o quão abrangente ele é e quanto deveria ser. Se nós colocarmos o número de servidores públicos do Brasil comparados com outros países da OCDE vemos que o Brasil na real está abaixo da média:
https://i0.wp.com/terracoeconomico.com.bwp-content/uploads/2016/08/Graf.png?quality=75&strip=all
O Brasil está abaixo de EUA, Reino Unido, Suíça, África do Sul, Espanha e Portugal dentre outros.
O ponto principal é que enquanto liberadinhos como Seu Guedes adoram apontar o dedo pro servidor público, a real é que o número de servidores é muito menor do que se faz acreditar. Ao meu ver, falta à elite brasileira a noção de que construir uma nação É CARO. Demanda esforço.
Ninguém é contra eficiência da máquina pública. Mas se você olha pro Brasil hoje, impossível achar que tem serviço público DEMAIS. Que tem muito médico no SUS, e que tem muito professor na escola pública, muita gente fazendo obra.
submitted by vvvvfl to brasil [link] [comments]


2020.01.16 00:50 TheTanzanite Por que o futuro da humanidade é sombrio

EDIT: Esse post não tem o intuito de deixar ninguém depressivo, por mais que não sejam notícias boas, vejam isso como uma oportunidade de não ficar perdendo tempo com certas cobranças e amarras da sociedade que você sabe que não faz sentido com o que você realmente é ou quer ser. É também uma forma de redirecionar qualquer "raiva" que você tenha no espectro político para quem realmente está causando isso tudo.
Esta é apenas uma tradução das partes relevantes do tópico postado por logiman43 no /DarkFuturology.
10 anos atrás eu era o cara me acorrentando em árvores, 5 anos atrás eu era o cara bloqueando a rua para chamar a sua atenção sobre o consumo de carne. Eu já fui preso, ridicularizado e "linchado". Agora eu estou apenas cansado. Eu sou um Ph.D em Relações Internacionais com especialização em Conflitos Climáticos (e 2 outros diplomas em Direito e Economia).
Aqui você irá achar 30,000 papers científicos sobre esta situação fodida.
Para os amantes de áudio, aqui você tem uma conversa de 30 minutos sobre como tudo deverá colapsar. "Não há crescimento infinito".
5 anos atrás existia uma série chamada 'The Newsroom'. Era uma série série com alguma comédia sobre o mundo midiático. Existe um clipe famoso da série (04:48) sobre o colapso do clima. Era "cômico" na época, porém agora é a realidade.

Aquecimento Global:

De acordo com um report de 2018, a temperatura global já está 1ºC maior do que a era pré-industrial.
O que irá acontecer a cada incremento de 0.5ºC? O rastreador de ações climáticas mostra que chegaremos aos 3.5ºC com as políticas atuais em 2050. Climate stripes - Veja o salto em 1995
Gráfico mostrando emissões de carbono por continente. Veja a explosão na Ásia
Neste gráfico, você tem todos os níveis de CO2, CH4, N20, temperatura e nível do oceano.
As 20 piores consequências do aquecimento global
+9 Gráficos
1.5ºC - Este costumava ser o ponto em que os cientistas achavam que estávamos OK. Em 2018, o IPCC queria parar o aquecimento global neste temperatura, prevendo que a atingiríamos com 10% de chance em 2023. Nesta temperatura, ondas de calor tão quentes quanto o Deserto do Saara acontecerão no mundo todo, todo ano. Haverá destruição massiva de plantações, 70% dos corais no oceano perderão a sua cor e secas afetarão 360mi de pessoas (Fonte).
Advinhe só? De acordo com o - já antigo - report do IPCC de 2019, nós já estamos quase atingindo 1.5ºC. A quantidade de 'loss events' (Tsunamis, Tempestades, Enchentes, Queimadas) entre 1980 e 2015 QUADRUPLICOU.
Históricamente, todo summit pelo clima falhou em atingir a meta de limitar as emissões GHG, não chegando nem perto. Outro ângulo. Inclusive, estudos recentes alertam que metas do Acordo de Paris já estão fora do nosso alcance.

Biomassa e a 6ª Extinção

A Terra aparenta estar passando por um processo de "aniquilação biológica". Mais da metade do número total de animais que um dia dividiram o planeta com os humanos já se foram. Um estudo de 2017 checou as populações animais ao redor do planeta examinando 27,600 espécies de vertebrados - quase metade das espécies que sabemos que existem. Eles descobriram que mais de 30% delas estão em declínio. Algumas espécies estão enfrentando um colapso completo, enquanto populações locais de outras estão sendo extintas em áreas específicas. Além disso, humanos exterminaram 60% das populações animais desde 1970. (Fonte)
Aproximadamente 40% das espécies de insetos estão em declínio, de acordo com um estudo e eles não são as únicas criaturas sofrendo. Nos últimos 50 anos, mais de 500 espécies de anfíbios entraram em declínio - e 90 foram extintas - devido a uma doença mortal de um fungo, que corrói a carne de sapos. (Fonte)
E plantas estão sendo extintas 350x mais rápido do que o normal
De outro lado, veja a explosão de animais domésticos entre 1950 e 200. Gado é uma das causas do aquecimento global. Ex: A Amazônia está sendo desmatada não pela madeira, mas para abrir espaço para criação de gado. (Fonte).

População

A curva íngrime na população. Se nossos números crescem em média 228,000 por dia, em uma semana nós teremos adicionado 1.589.000 pessoas extras à população mundial. Para se preparar, a Humanidade precisa produzir mais comida nas próximas 4 décadas do que já produzimos nos últimos 8.000 anos (Link p/ Paper). Porém estamos desperdiçando tanta comida e perdendo tanta água com irrigação, que é possível que a sociedade colapse em 2040 devido à escassez catastrófica de alimento.

Permafrost e Metano

Solo no Ártico está liberando mais CO2 do que 189 países.

Com um aumento de 2ºC, esperamos que 6.6 milhões de km² descongelem e isso crie um 'feedback loop' que libere muito metano, o que significa que o descongelamento do permafrost e calotas polares se torne um processo de extinção que se auto acelere.
Os oceanos já estão borbulhando com Metano e o que é mais assustador é que nós sabemos que existem patógenos congelados no permafrost - patógenos como Anthrax.

Doenças

Conforme a Terra aquece, animais serão forçados a migrar em massa. Isso significa que animais transportando doenças tropicais (como Malária) passarão a conviver entre nós. Para se ter uma idéia de quão isso é assustador, doenças como 'Camel Flu' (MERS) tem uma taxa de mortalidade de 36%.
E os hospitais não estão preparados para os desafios da mudança climática
Report do World at Risk. Eles listaram dezenas de doenças que os experts sugerem possuir o potencial de causar epidemias que podem escalar fora de controle, entre elas o Ebola, Zika Virus e Dengue. Uma pandemia pode infectar o mundo em horas e matar milhões pois NENHUM país está totalmente preparado. 100 Anos atrás a Gripe Espanhola infectou 1/3 da população e matou 50 milhões de pessoas.
Atualmente, a poluição do ar está tão alta que a China e India ultrapassam os gráficos. Sem uma máscara, você ficará doente.

Erosão do Solo Superficial

Nós estamos ficando sem solo arável (Fonte) e até 2055, nós não teremos mais nada.
Este é o aviso do autor de "Surviving the 21st Century", Julian Cribb para uma conferência internacional do solo em Queenstown, NZ em 15/12/16.
"10kg de Solo Arável, 800L de água, 1.3L de Diesel, 0.3g de Pesticidas e 3.5kg de CO2 - Isso é o necessário para entregar uma refeição, apenas para uma pessoa" - Cribb diz.
É necessário 2000 anos para se formar 5cm de solo arável e se você acha que isso não te afetará, espere até que comida se torne a commodity mais rara da Terra. Se você acha que já viu a barbaridade humana, espere até que estes mesmos humanos estejam famintos e desesperados por comida. Isso não significa milhões de pessoas famintas, sginificará bilhões de pessoas sem comida. Incluíndo você.

Escassez de Água Doce

A India tem 5 anos para solucionar a crise hídrica, a África do Sul tem a pior seca em 1000 anos, Zâmbia tem 2mi de pessoas à beira da inanição graças à seca.
De acordo com o report das Nações Unidas, em 10 anos, 4 bilhões de pessoas serão atingidas pela falta de água doce, das quais 2 bilhões estarão severamente em falta.

O evento "Blue Ocean"

Um evento Blue Ocean significa que grandes quantidades de luz solar não serão mais refletidas de volta ao espaço. Ao invés disso, o calor será absorvido pelo Ártico. Enquanto o Oceano Ártico possui gelo, a maior parte da luz solar é refletida e o "centro de frio" permanece perto do Pólo Norte.
Isso não apenas significa que o calor adicional terá que ser absorvido pelo Ártico, mas também que os padrões de vento irão mudar radicalmente, ainda mais do que já estão mudando hoje. O que causa com que outros 'pontos de virada' sejam atingidos antes do esperado. É por isso que o evento 'Blue Ocean' é muito importante e possivelmente será atingido abruptamente em 2022. (Fonte).

O feedback loop da camada de gelo

Quando falamos do crescimento do nível do mar, está se tornando cada vez mais difícil prever uma vez não estamos apenas aquecendo o ar, o calor está ficando preso nos oceanos também, o que significa que as camadas de gelo no círculo do ártico está derretendo por cima e por baixo - Ou seja, estão derretendo MUITO mais rápido do que estimamos até nas nossas estimativas mais radicais. (Vídeo).
Se você está preocupado com os refugiados da América Central/Latina ou África, você pode começar a pensar nas dezenas de milhões de pessoas que começarão a escapar continente a dentro das inundações.
Isso TRIPLICA as nossas estimativas anteriores.

Evento Wet Bulb

Mudança Climática causará ondas húmidas de calor, que matarão até pessoas saudáveis.

Ondas de calor extremas que matam pessoas saudávels em horas atingirão partes do subcontinente indiano a menos que as emissões globais de carbono sejam drasticamente cortadas rapidamente. Mesmo foras destes hotspots, 3/4 da população de 1.7bi - particularmente agricultores no Ganges e vales Hindus - serão expostos a um nível de humidade classificado como "Perigo Extremo" até o final do século.
A nova análise avalia que o impacto do clima na combinação mortal de calor e humidade, classificado como a temperatura "Wet Bulb" (WBT). Quando a humidade chega em 35ºC, o corpo humano não consegue mais se regular através do suor e até pessoas saudáveis sentadas na sombra, morrerão em até 6 horas. Já existem partes do mundo em que a humidade atinge 32ºC a 33ªC.

Acidificação do Oceano

Acidificação do Oceano tornará a mudança climática pior ainda

Os oceanos estão absorvendo uma grande parcela do CO2 emitido na atmosfera. Na realidade, oceanos são o maior absorvente de CO2 do mundo, muito maior do que as capacidades de absorção da floresta amazônica. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos eles ficam em uma escala relativa pois uma parte do carbono reage com a àgua para formar ácido carbônico.
Se a acidificação diminuir as emissões marinhas de enxofre, isso poderá causar um aumento na quantidade de luz solar atingindo a superfície da Terra, acelerando o aquecimento - o que é exatamente o que o estudo do Nature Climate Change prevê. Pesquisadores estimam que o pH do oceano irá diminuir em 0.4pH até o final desse século se as emissões de carbono não pararem, ou em 0.15pH CASO o aumento pare em 2ºC. (Fonte)
Já está acontecendo uma extinção em massa nos oceanos.

Porque prevenção do desmatamento é mais importante que replantá-las.

Há tanto CO2 na atmosfera que plantar novas árvore já não pode mais nos salvar.

Cientistas estimam que precisamos plantar 1 trilhão de árvores para mitigar o Aquecimento Global. SEM PERDER NENHUMA ÁRVORE já que uma árvore queimando libera todo o CO2 de volta.
A Amazônia está perdendo 3 campos de futebol por minuto graças à queimadas - Mapa Interativo. No momento, estamos perdendo 13-15mi de hectares de árvores por ano na América do Sul, África e Oeste Asiático que estão sendo convertidos para agricultura. (Fonte)
Então se assumirmos que plantemos 1mi de árvores a cada passo que você dê, então 20 passos serão 20mi de árvores, correto? 1 trilhão de árvores é o equivalente a 2.5x mais do que a distância em que você está até a Estação Espacial Internacional, isso sem contar toda a poluição liberada para plantar as sementes, toda a logística de preparo do solo arável e o descarte de lixo. Uma ação para resolver um problema, afeta diversos outros que também contribuem para o aquecimento.

Migrações

Se prepare para centenas de milhões de refugiados do clima - MIT.

Até 2050 haverão 1.5bi de migrantes. Sim, em 30 anos. O que aumenta drasticamente o potencial de conflitos e violência. Um estudo pelo Pentágono confirma que haverão guerras causadas por problemas relacionados a refugiados do clima.
Apenas um exemplo rápido, a Índia poderá bloquear o rio Indus, matando centenas de milhões de paquistaneses. (Fonte). Ambos países que possuem armas de destruição em massa. Nos próximos 30 anos haverá também um crescimento do fascismo e campos de concentração, o que já acontece nos EUA com mexicanos e na China com os Uighurs.

Os super-ricos

Os ricos sabem que é tarde de mais e que serão os únicos que sobreviverão. (Artigo). Eles já estão costruindo bunkers e comprando passaportes neozelandeses para se refugiarem quando der merda e é por isso que eles estão ficando exponencialmente mais ricos. Por exemplo, Canada, Noruega e Brasil irão 'floodar' o mundo com petróleo para obter lucro máximo (Artigo do NYT "Flood of Oil is Coming").
Se qualquer coisa acontecer, os super-ricos irão apenas comprar passaportes por $1M+ e fugir enquanto migrantes serão colocados em campos de concentração, os ricos estão planejando nos deixar para trás.

Porque o atual sistema econômico está quebrado

O sistema econômico está completamente quebrado e não só nos EUA comot ambém na Europa, Austrália, América do Sul e Ásia. Eu estive pesquisando este assunto por anos e fico 'embasbacado' quão ruim realmente está.
Os ultra-ricos possuem $32 trilhões, sem contar assets mobiliários, ouro, iates e cavalos de corrida, em contas offshore.
Visualização da diferença entre $50,000, $1mi e $1bi. A média de income nos EUA é de $32,000/ano. Supondo que cada degrau em uma escada representa $100,000, então metade da população americana ainda está no começo ou apenas no 1º degrau, são quase 200 milhões de pessoas que não conseguem nem subir um degrau nesse sistema. Os lares conjuntos de 80% estão no quinto degrau da escada enquanto um bilionário...um bilionário está 10.000 degraus acima da escada, o que é o equivalente à 5 prédios do tamanho do Empire State. Lá de cima, eles não conseguem distinguir a diferença dentre um milionário e um sem-teto nem se eles quisessem. E Jeff Bezos? Ele está na metade do caminho até a Estação Espacial, o equivalente a 24 Everests em cima do outro.
Se você tivesse um trabalho que pagasse $2.000/HORA e você trabalhasse 40 horas por semana, sem férias e de alguma forma economizasse todo esse dinheiro, você teria que trabalhar mais de 25.000 anos para chegar na mesma fortuna de Jeff Bezos.
Outras menções notáveis:

Por que ninguém fala do colapso?

Por que ninguém fala do colapso? Porque um mundo sem esperança é um mundo de caos, imagine 7 bilhões de pessoas percebendo que eles não tem 200, 100, 50 anos restantes mas sim apenas 20 ou 30.
Além disso, os ricos estão tentando promover éticas de trabalho em que você não tenha tempo para ler, assistir ou estudar sobre nada do que foi dito acima. Nós estamos ficando cada vez mais isolados um dos outros por causa de tecnologias como Facebook ou Tinder e pra completar, os políticos estão tentando desestabilizar o mundo que conhecemos, para criar confusão e conflito entre nós. Dividir e Conquistar. Por que você acha que a Rússia está por trás do Brexit, do movimento Black Lives Matter e do crescimento do fascismo na Europa?
A Rússia influenciou as eleições americanas, criando centenas de grupos de Facebook Pro-Trump, pagou também para rodar propagandas patrióticas "MAGA" no Facebook.
Por que você acha que há tantos protestos rolando ao redor do mundo ultimamente? Aqui estão os maiores protestos acontecendo agora.
LUTE!
Para mais: /collapse
submitted by TheTanzanite to brasil [link] [comments]


2019.12.27 14:57 silveringking A Queda do Império - Parte 2: Timor

Introdução
Como agradecimento pelo bacalhau de ouro, decidi fazer um esforço e postar a segunda parte da queda do império antes do fim do ano. Espero que esteja tão boa como a primeira parte.
Hoje vamos falar de Timor, uma pequena nota, algumas das coisas que eu vou dizer aqui ficariam melhor no artigo sobre a India, mas mesmo assim não consigo explicar Timor sem explicar a India, e para explicar a India tinha que explicar África primeiro, por isso hoje voltaremos a falar dos nossos amigos traficantes os Ingleses, também falaremos de um novo “player” neste jogo que é a colonização, os holandeses. Ah já agora, o artigo vai sair um pouco grande, pois há muito que contar sobre a colonização de Timor.

E tudo começa com um troll…
Para poder explicar a razão dos portugueses começarem a navegar os mares assim do nada, tenho de falar do maior troll de todos os tempos. O individuo anónimo que escreveu a primeira versão de uma carta falsa sobre o nome Preste João. Havia várias versões da carta que circularam no final da idade média, e não, não vos vou dar fontes, pesquisem e se eu estiver errado digam. Mas basicamente o que a carta contava era sobre um rei chamado Preste João que era muito rico e cristão, mas que estava rodeado de inimigos mouros e precisava de ajuda de qualquer reino cristão que o viesse salvar, em troca ele pagaria muito, muito dinheiro. Toda a nobreza europeia acreditou nisto, incluindo a nobreza portuguesa. Ironicamente realmente havia um reino cristão bem longe da Europa e isolado do resto do mundo cristão, a Etiópia, que é também é o local mais a sul, onde se encontram “naturalmente” judeus. Mas a Etiópia nunca foi muito rica e isto tudo foi uma coincidência. Havia, no entanto, uma segunda razão para querer navegar para Oriente, uma razão peculiar…

A especiaria mágica…
Se tiverem uma máquina do tempo funcional e acesso a um supermercado e quiserem ficar ricos, recomendo irem ao supermercado e comprarem noz-moscada e irem até à idade média e venderem-na. Ia vender que nem ginjas, isto porque na Idade Média a noz-moscada era extremamente rara, logo extremamente valiosa. O problema é que esta só crescia num pequeno arquipélago na Indonésia, que tinha o óbvio nome de Ilhas das Especiarias… São umas pequenas ilhotas de onde a árvore que produz noz-moscada crescia. Existia só nessas ilhotas, até mais tarde a planta ser importada para outros sítios, mas eu não vou discutir isso. A noz-moscada era tão valiosa e rara, que diziam que servia para tudo, até para curar pragas. Infelizmente, por uma pequena questão chamada de “Rota da Seda”, só os muçulmanos tinham acessos às ilhotas. Eles vendiam- sim aos Europeus, mas a preço de ouro…
Isso tudo mudou quando Vasco da Gama descobriu a rota por mar para a India. Nós e a Espanha fizemos um acordo e ficámos com o controlo de grande parte da Ásia, incluindo a Indonésia e essas pequenas ilhotas. Ainda existem vestígios da cultura portuguesa na Indonésia, eles dizem palavras como garfu (garfo), e existe uma ilha na Indonésia chamada de Flores. (Já agora Taiwan chamava-se Formosa pela mesma razão). Nós íamos bem encaminhados para tornar da Indonésia uma das nossas melhores colónias… Até que veio alguém para estragar tudo…

Entra um novo “player”
Se há alguém bom a ganhar e perder colónias rapidamente são os holandeses. Durante a ocupação filipina eles atacaram quase todas as nossas colónias para ficar com elas. Atacaram o Brasil e perderam no, atacaram Angola e perderam na, já agora o apelido van Dunem, que é o apelido da nossa ministra da justiça, é de origem holandesa, foi um holandês que ficou por lá e deixou muita prole mulata. Não foi só perder, no entanto, ganharam bastante no sudeste asiático, nós perdemos quase todas as nossas colónias do sudeste asiático para os holandeses, e eles consequentemente perderam nas para os ingleses. Todas menos umas poucas, incluindo parte de Ceilão. E agora vou vos contar uma história engraçada, o primeiro rei dos Braganças, deu a mão da filha, D. Catarina em casamento ao rei inglês e como dote deu lhe Ceilão. Não só, mas D. Catarina introduziu o hábito do chá aos Ingleses, que era um hábito originalmente português importado de Macau. Os ingleses ficaram tão viciados em chá, que as razões das Guerras do Ópio, eram o chá e o dinheiro chinês, ou seja, eles vendiam ópio para satisfazer o seu vicio de chá. Já agora, eu tenho a teoria de que Hong Kong foi escolhido a dedo exatamente por ser ao lado de Macau, que era na altura um porto importante…

As Índias Ocidentais Holandesas
Talvez das poucas colónias que os holandeses não perderam até lhes darem independência no século 20, foram Índias Ocidentais Holandesas, também conhecidas como Indonésia. A única parte da Indonésia que os holandeses nunca foram soberanos, foi Timor. E depois, penso que no século 18 se não me engano, nós estabelecemos um acordo com os holandeses a assegurar o controlo de Timor pelos portugueses. E assim ficámos com meia ilha ali entre a Indonésia holandesa e a Austrália inglesa.

A Colónia Penal
Timor era a nossa colónia mais miserável, nós ficámos com ela só para dizer que tínhamos terra, mas na verdade a sociedade em Timor estava longe de ser a mesma da India portuguesa ou de Macau, os Portugueses que iam para Timor eram brutais e não só com os nativos. Timor servia para dois motivos, cultivo de café e colónia penal. Para Timor só mandávamos a pior escumalha que tínhamos em Portugal, mandar alguém para Timor, muitas vezes significava a morte da pessoa. Por vezes a colónia até servia para afastar certos nobres da corte, punham nos na sua administração porque era distante e de lá eles não podiam fazer algaraviada no parlamento.

O sofrimento de Timor e Verão Quente
Timor era miserável, até mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses não respeitaram a neutralidade portuguesa e ocuparam timor por estar perto dos interesses holandeses (curiosamente respeitaram-nos em Macau). Nunca houve grandes conflitos em Timor durante a Guerra Colonial, no entanto, era uma colónia “calma”, pobre, sem infraestruturas, mas calma. E aqui tenho de falar do Verão Quente e de um Homem chamado Henry Kissinger que foi Secretário de Estado de Richard Nixon e que sobreviveu para o ser para Ford. Kissinger era um político bastante astuto, como secretário de estado tinha muito poder, até com o Presidente. Na altura do Verão Quente, havia um grande risco de Portugal se tornar um país comunista, e Kissinger estava pronto para invadir Portugal, caso este se tornasse comunista, pois temia um país comunista na NATO. Ora quem elegeu um presidente comunista foram os Timorenses, a Indonésia sabia que os Americanos não iam gostar de ver Timor comunista, perguntaram se podiam invadir e estes disseram que sim. Foi assim que Timor se tornou uma província da Indonésia, dias depois de declarar a independência.

Guerrilha e Independência.
Apesar de ter sido imediatamente invadida pela Indonésia, muita gente foi contra a invasão e na verdade houve décadas de guerrilha devido a essa decisão. Portugal foi um dos grandes promotores da independência de Timor, e um dos aliados mais proeminentes da causa Timorense, foram, surpreendentemente, os Braganças. D. Duarte fora piloto em Angola e viu os horrores cometidos pelos portugueses, nos anos 90 fez várias campanhas a nível nacional e internacional para a independência de Timor e foi um grande “player” na causa de Timor. Eventualmente houve mudança de gerência na Indonésia. E a Indonésia juntou-se à causa portuguesa e libertou Timor, que ficou sobre a custódia das Nações Unidas por uns tempos, tornando-se a primeira nação do milénio. Devido ao grande apoio português, Timor é um grande promotor da cultura portuguesa no seu país, inclusive substitui o seu código civil que era baseado no holandês por um influenciado pelo código português de livre e plena vontade. É uma nação jovem e com perspetivas de futuro. Tem uma boa relação com Portugal e com a ASEAN (Association of South East Asian Nations), de quem é membro observador e pretende ser membro pleno, contando com o apoio da Indonésia e das Filipinas.

Espero que tenham gostado... Provavelmente não postarei mais até a janeiro, o próximo artigo será Angola e São Tomé, vou ter que falar sobre o Reino do Kongo e a Rainha Nzinga provavelmente, o artigo de Angola e São Tomé vai sair grande...
submitted by silveringking to portugal [link] [comments]


2018.12.23 11:05 guerrilheiro_urbano Los riesgos de otra crisis de deuda, diez años después

A dívida mundial alcança níveis recordes, o que situa a economia em uma posição de vulnerabilidade frente a qualquer mudança que venha ocorrer.

Um dos fenômenos mais peculiares do atual ciclo expansivo da dívida é o fato de que, embora poucas vozes soubessem antecipar a maior recessão desde o crash de 1929, agora levamos anos acumulando avisos de novas crises iminentes, que promete ser tão ou mais graves que em 2008. Isso ao menos permite nos ter uma ideia tanto da solidez da recuperação como da afinada capacidade preditiva da ciência econômica. Contudo, e ainda que sigamos sem saber com o que nos depararemos no futuro, surgem alguns motivos para preocupação. Um deles, do que nos ocuparemos nesse texto, tem a ver com a evolução da dívida global.

A dívida cresceu nessa década de maneira generalizada pelo mundo, mas de forma diferenciada. Vejamos: a dívida total não financeira inclui dívida pública, mais além de empresas não financeiras e famílias. Pois bem, no caso das “economias avançadas” (segundo terminologia do FMI), o crescimento do endividamento veio principalmente do setor público. Enquanto, nas economias “emergentes”, proliferou majoritariamente a dívida privada em geral e a empresarial em particular. A grosso modo, esta dinâmica diferente em uns e outros parece obedecer, no caso das economias desenvolvidas ao processo de desendividamento privado depois da bolha de crédito que derivou na crise. Enquanto nas chamadas emergentes e outras em via de desenvolvimento, a afluência de capitais facilitou o crédito privado, ao que se somaram políticas monetárias mais flexíveis a fim de facilitar com dividia a demanda interna diante uma menor demanda exterior.

Isso é basicamente o que ocorreu na economia chinesa a partir de 2008.

Ainda que as contas do país não estejam muito claras, parece evidente que sua dívida privada cresce a um ritmo insustentável. O setor de bancos-sombra segue extenso e fora de controle, enquanto os bancos com menor tamanho mostram uma elevada vulnerabilidade, tudo isso em um contexto de maior incerteza pelas escaramuças comerciais com os Estados Unidos. Assim mesmo, resultam preocupantes os indícios de um crescente apetite pelo risco por parte dos investidores. Porém a China tem ao menos três elementos a seu favor. O primeiro é o grande arsenal de recursos com que o Estado ainda conta para abordar o problema. O segundo é que, embora sua dívida seja muito alta, a China deve a si mesma. Se trata de dívida interna, mas em sua maior parte é de empresas de propriedade estatal com bancos igualmente controlados pelo Estado. E, como terceiro elemento a seu favor está que o país conta com o controle de capitais.

Em todo caso, a China segue tendo um problema e, tomando as cifras do BPI, o auge do seu endividamento representaria mais de duas terceiras partes de todo o incremento de dívida nos países emergentes durante essa última década. Por outro lado, poderiam sim afetar outras economias emergentes e de outros países em desenvolvimento, receptores de empréstimos bilaterais com a China e cujos fluxos poderiam se ver prejudicados.

O problema do pecado original de empréstimos em outras moedas é que, ao depreciar a moeda local frente à divisa forte na qual está expressada a dívida (geralmente em dólar) implica que o valor de renda se reduz enquanto o pagamento da dívida se encarece, aumentando com isso o risco de inadimplência.

Porém os riscos são mais extensos.

Um recente informe de Goldman Sachs estimava que um terço dos mercados emergentes apresenta vulnerabilidades creditícias, seja por riscos ficais, externos ou ambos. Nesse último grupo (9% do total) se encontram, além da Argentina, Bahrein, Mongólia, Tunísia, Líbano, entre outros. Mesmo assim, a combinação de elevados déficits por conta corrente e baixo nível de reservas com respeito à dívida externa a curto prazo afeta também a Ucrânia, Sri Lanka, Omã, Geórgia, Bielorrúsia ou Tunísia.

Na África, o principal risco se encontra nos países subsaarianos. Em 2017, 40% desses apresentava já um alto risco de problemas de dívida. Isso é, inadimplência ou incapacidade para afrontar o pagamento dos juros. Chade, Sudão, Sudão do Sul e Moçambique já se viram nessa situação. Nem essa, nem outras regiões periféricas apresentam ainda volumes de dívida externa, nem custos dessa equiparáveis à crise dos anos 1980, ou tampouco à crise asiática de 1997. Contudo, na África subsaariana a alta das taxas supõe que o gasto em juros represente já mais de 20% da receita fiscal e mais de 10% do gasto público. Uma tendência insustentável e que parece que FMI e Banco Mundial tenham tardado em advertir. O risco tampouco parece iminente em outras economias periféricas, mas o calendário de vencimento de títulos de dívida ameaça a uma tormenta nos anos vindouros. A situação aparece relativamente calma até 2021, mas parece complicar excessivamente a partir disso.

Primeiro na América Latina em 2022 e mais ainda na África em 2024.

O processo de desendividamento posterior foi lento nos melhor dos casos, ou nem foi em alguns outros. Esse último ocorre em países como Canadá ou Austrália, cuja ratio da dívida privada/PIB seguiu um caminho ascendente depois da crise, apenas revertida recentemente no caso australiano. Também Reino Unido parece recuperar a dinâmica de endividamento privado, embora não alcance ainda os níveis prévios da Grande Recessão.

Japão por sua vez vem de um processo de desendividamento já anterior, e que se remonta ao estouro da bolha financeira no início dos anos 1990. A estratégia seguida pela economia nipônica para reduzir sua ratio de dívida privada desde seu pico em 1994 trouxe consigo o estancamento econômico, o maior volume de dívida pública sobre o PIB do planeta e pressões deflacionistas.

Não parece familiar isso?

Atualmente, em um contexto de taxas de juros hiper reduzidas, o entorno econômico é de baixa rentabilidade, o que aumenta as vulnerabilidades e a ascensão de maiores riscos, com um aumento de financiamento em outras moedas e atividades bancárias para outros países. No caso da Zona do Euro, embora a crise tenha levado a um processo de desalavancagem em empresas e famílias, não conseguiu que o nível médio da área se situe abaixo do período anterior à recessão. Isso foi assim fundamentalmente pelo endividamento empresarial que, ao contrário das famílias, segue em média superior aos níveis pré-crise. Ademais, a ratio de serviço da dívida do setor privado não financeiro, e mais concretamente do empresarial em países como Bélgica, França e Holanda está acima dos seus níveis médios a longo prazo, considerando que a taxa de juros de referência do BCE permanece em 0%. Tudo isso poderia complicar a possível alta de taxas previstas a partir do verão europeu de 2019.

Outro problema importante é o setor bancário.

As baixas taxas de juros estreitam suas margens, enquanto os seus balanços não melhoram. Ainda que as reduzindo, a taxa de morosidade dos empréstimos em não poucos países (inclusive Espanha) supera os níveis pré-crise. Segundo dados da Autoridade Bancária Europeia, na Itália, Portugal, Chipre e Grécia esses níveis estão por cima dos 10% (4,5% na Espanha), com 45,3% no caso grego. Os bancos por sua vez mantém em seus balanços elevadas porcentagens da dívida pública na Bélgica, Portugal, Espanha e Itália. E fora da Europa, igual ocorre no Japão. Isso eleva o risco de transmissão entre crises bancárias e da dívida nacional.

No caso italiano, a atenção midiática se centra nestes dias no pulso de seu governo com a Comissão Europeia por conta de seu orçamento, porém mais crítica resulta a quedo de preços dos seus títulos da dívida pública, sendo a economia da zona do euro cujos bancos detenham a maior porcentagem de título da dívida nacional local a respeito do seu total de ativos. Mesmo assim, a dívida empresarial italiana se encarece desde as eleições passadas. Portanto, mais que a Comissão, parece que o prêmio de risco determinará o orçamento italiano.

Um elemento adicional que evidencia as dívidas que suscita a saúde bancária em numerosas economias industrializadas é que na Zona do Euro, Reino Unido, Japão e China o valor de mercado dos bancos é inferior ao anotado nos livros. Isso é, os bancos valem menos do que dizem valer, o que adverte dificuldades para obter recursos que lhes permitam se recapitalizarem.

Uma nova crise de dívida privada não parece tão iminente. No entanto, as vulnerabilidade se acumulam rapidamente, ao tempo que cresce o apetite pelo risco, incentivado também por baixas taxas de juros. Não existem um limiar concreto da dívida que nos permita dizer quando é demasiada, mas um alto nível de endividamento faz as economias muito vulneráveis frente a qualquer mudanças de expectativas e na percepção do risco.

A Grande Recessão não culminou com uma resposta de políticas que atenderam as causas últimas que propiciaram a crise. Pior, inclusive em casos como Estados Unidos eliminaram os tímidos avanços em matéria de regulação e supervisão financeira. Enquanto o processo de superendividamento pareceu ter se resolvido como quem varre a sujeira para baixo do tapete. A dívida mais que reduzida, mudou de lugar.

A atual dinâmica observada nos coloca algumas perguntas importantes. Uma delas seria sobre uma possível dependência da dívida privada. Ou, visto de outro modo, a baixa produtividade da dívida, na medida em que parecia se requerer um nível crescente para financiar um mesmo impulso econômico. Outra segunda, teria a ver com a relação entre dinâmica de endividamento e desigualdade. Mesmo assim, também a vinculação entre a recuperação com a dinâmica de desendividamento. Um processo lento, em paralelo a um aumento da dívida pública, cuja redução passa a priorizar a atenção em matéria de política econômica. Isso colocaria outra questão relativa ao possível risco moral que suporia a socialização de perdas o efeito das recessões por superendividamento privado. Caberia perguntar se não seria melhor priorizar as políticas públicas para gerir um rápido cancelamento de dívidas privadas, no lugar de uma lenta digestão dessas, conjugadas com políticas de austeridade contraproducentes.

FONTE: https://ctxt.es/es/20181205/Politica/23289/deuda-privada-crisis-economia-antonio-sanabria.htm
submitted by guerrilheiro_urbano to BrasildoB [link] [comments]


2018.11.27 01:50 rapelbaum Uma eloquente resposta de um Professor Escocês aos que pretendem boicotar Israel

Em primeira mão, para sua apreciação. Se quiser propor alterações, sinta-se à vontade.
------***---------
Uma eloquente resposta de um Professor Escocês aos que pretendem boicotar Israel

Tradução: Marcos L Susskind

Os estudantes da Universidade de Edimburgo votaram por boicotar Israel. O Professor e especialista em Oriente Médio lhes ensinou, ponto por ponto, por que eles estavam tão errados. Vale a leitura

O Dr. Denis MacEoin, um Professor Escocês não-Judeu escreveu uma carta para seus alunos que tinham votado pelo boicote a Israel, explicando por que isso era tão errado.

A Associação de Estudantes de Edimburgo (EUSA) apresentou uma proposta de boicote a todas as coisas de Israel, alegando que Israel é um regime de apartheid.

MacEoin é um especialista em Oriente Médio e foi editor sênior do Middle East Quarterly.

A seguir sua carta aos alunos

AO: The Committee Edinburgh University Student Association.

Permitam-me dizer algumas palavras aos membros do EUSA? Sou graduado de Edimburgo (MA 1975), onde cursei Estudos Persa, Árabe e História Islâmica em Buccleuch Place, com William Montgomery Watts e Laurence Elwell Sutton, dois dos maiores especialistas em Oriente Médio na Grã-Bretanha em sua época. Depois fiz meu Doutorado PhD em Cambridge e passei a lecionar Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade Newcastle. Naturalmente, sou autor de vários livros e centenas de artigos nesta área. Menciono tudo isso para mostrar que eu sou bem informado em assuntos do Oriente Médio e que, por isso, estou chocado e desanimado pelo resultado da votação na EUSA.

O que acontece com os fatos? Qual a Realidade?

Estou chocado por uma simples razão de: não há e nunca houve um sistema de apartheid em Israel. Não é minha opinião, é fato que pode ser testado frente à realidade por qualquer estudante de Edimburgo caso ele ou ela escolha visitar Israel para ver por si mesmo. Deixe-me esclarecer isso, uma vez que tenho a impressão de que os membros da EUSA que votaram assim, não têm absolutamente qualquer noção em matéria de Israel, e que eles são, com toda a probabilidade, vítimas da propaganda extremamente tendenciosa vindo do lobby anti-Israel.

Ser anti-Israel não é por si só questionável. Mas eu não estou falando sobre as críticas comuns a Israel. Estou falando de um ódio sem limites que se torna possível por causa das mentiras e mitos que são derramados. Assim, Israel é várias vezes referido como Estado "nazista". Em que sentido isso seria verdade, mesmo como uma metáfora? Onde estão os campos de concentração Israelenses? O einzatsgruppen? A SS? As Leis de Nuremberg? A Solução Final? Nenhuma destas coisas nem nada que remotamente se assemelhe a isto existe em Israel, precisamente porque os Judeus, mais do que ninguém na terra, entendem o que o nazismo representava.

Alega-se que houve um Holocausto Israelense em Gaza (ou em outros lugares). Onde? Quando? Nenhum historiador honesto trataria desta afirmação de qualquer forma, a nao ser com o desprezo que ela merece. Mas chamar Judeus de nazistas e dizer que cometeram um Holocausto é basicamente uma maneira de subverter um fato histórico.

A mesma coisa com apartheid. Para o apartheid existir, teria de haver uma situação similar às coisas ocorridas na África do Sul no âmbito do regime de apartheid. Infelizmente, para aqueles que acreditam nisso, um único fim de semana em qualquer parte de Israel seria o suficiente para mostrar como é ridícula esta acusação!

UmTriste Comentário sobre a Situação da Educação moderna

Verificar que um grupo de estudantes universitários, na verdade, votou e caiu neste engodo, é uma triste constatação sobre o Estado de Educação moderna. O mais óbvio foco de apartheid seriam os de 20% de Árabes que constituem a população de Israel. Pela lei, Árabes israelenses tem exatamente os mesmos direitos que os Judeus ou qualquer outra pessoa; muçulmanos tem os mesmos direitos que Judeus e Cristãos; já os Bahá'ís, severamente perseguidos no Irã, florescem em Israel, onde têm seu Centro Mundial; Muçulmanos Ahmadi, severamente perseguidos no Paquistão e em outros lugares, têm seguranca em Israel; os locais santos de todas as religiões são protegidos em Israel por determinação específica em lei. Árabes representam 20% da população em Universidades (um eco exato de sua percentagem na população).

No Irã, os Bahai (a maior minoria religiosa) são proibidos de estudar em qualquer Universidade ou de criar sua própria universidade: por que vocês não boicotam o Irã? Os Árabes em Israel podem ir a qualquer lugar que queiram, ao contrário dos negros no apartheid da Africa do Sul. Eles usam transportes públicos, eles comem em restaurantes, eles vão às piscinas, eles usam bibliotecas, eles vão aos cinemas ao lado dos Judeus - algo que nenhum negro foi capaz de fazer na África do Sul.

Os hospitais Israelense não tratam apenas Judeus e Árabes, eles também tratam Palestinos de Gaza ou da Cisjordânia. Nas mesmas alas, no mesmo teatro de operação. Em Israel, as mulheres têm os mesmos direitos que os homens: não há apartheid por sexo. Homens e mulheres gays não enfrentam restrições, e Palestinos gays, muitas vezes fogem para Israel, sabendo que podem ser mortos em casa.

Me parece estranho que grupos LBGT clamam por um boicote a Israel mas não se manifestam sobre países como o Irã, onde homens gays são enforcados ou apedrejados até a morte. Isto ilustra uma mentalidade de pobres de espírito.

Estudantes inteligentes pensando que é melhor ficar em silêncio sobre regimes que matam os gays mas que seja correto condenar o único país no Oriente Médio que salva e protege os gays. Será que se trata de uma piada de mau gosto?

Estudantes que não têm idéia de como pensar

Supostamente a Universidade deve ser de onde se aprende a usar o seu cérebro, a pensar racionalmente, a examinar evidências para chegar a conclusões com base em prova concreta, um lugar para comparar as fontes, para pesar um ponto de vista frente a um ou mais outros. Se o melhor que a Universidade de Edimburgo pode produzir hoje são alunos que não têm idéia de como fazer qualquer uma destas coisas, então o futuro é sombrio.

Eu não me oponho a críticas bem documentadas contra Israel. Eu rejeito quando pessoas supostamente inteligentes apontam únicamente ao Estado Judeu sem qualquer incomodo com paises que são terríveis no tratamento de suas populações. Estamos passando pela maior revolução no Oriente Médio desde o 7º e 8º séculos, e é claro que Árabes e Iranianos estão se rebelando contra regimes terríveis que lutam contra os seus próprios cidadãos, matando-os.

Cidadãos israelenses, tanto Judeus como Árabes, não se revoltam (embora sejam livres para protestar). No entanto, os estudantes de Edimburgo não organizam demonstrações e tampouco chamada para boicotes contra a Líbia, Bahrain, Arábia Saudita, Iêmen, e o Irã. Eles preferem fazer falsas acusações contra um dos paises mais livres do mundo, o único país no Oriente Médio que aceitou refugiados de Darfur, o único país no Oriente Médio que dá refúgio para homens e mulheres gays, o único país no Médio Oriente que protege a comunidade Bahai ... sera que há necessidade eu continuar?

O desequilíbrio é perceptível, e não dá crédito a qualquer um que votou por este boicote. Eu lhes peço para mostrar algum bom senso. Obtenham informação na embaixada de Israel. Chamem algum palestrante. Ouçam mais de um lado. Não façam vossa cabeça antes que vocês tenham dado uma oportunidade justa para ambas as partes exporem suas posições. Vocês têm um dever com seus alunos, e este dever é protegê-los de argumentos de um só lado.

Eles não estão na universidade para receber propaganda e sim informações e formação. E eles certamente não devem ser levados a um anti-semitismo que visa punir apenas um país entre todos os países do mundo, que é exatamente o único Estado Judeu. Se houvesse um único Estado Judeu na década de 1930 (que, Infelizmente, não havia), você não acha Adolf Hitler teria decidido boicotá,-lo?

A sua geração tem o dever de assegurar que o perene racismo de anti-semitismo nunca plante raízes nem seu meio. Hoje, no entanto, existem sinais claros que já o fez e esta colocando ainda mais. Vocês têm uma chance de evitar um grande mal, simplesmente usando a razão e um senso de Fair Play. Por favor, digam-me que isto faz sentido. Eu lhes dei algumas das evidências. Cabe a vocês encontrar outros por vós mesmos.

Atenciosamente,

Denis MacEoin 

Com tanto viés anti-Israel na imprensa, em meios como CNN e a BBC, muitos jornais e revistas no Brasil ajude a levar nossa mensagem para fora a tantas pessoas como possível. Você pode ajudar.


Edit: Recebi isso hj e fui pesquisar para garantir q não é fake . É de 2016 , porém acho o assunto atual e repasso com respectiva fonte original do Prof Denis MacEoin.
segue link : https://www.gatestoneinstitute.org/7792/edinburgh-student-association-israel
submitted by rapelbaum to brasilivre [link] [comments]


2018.08.15 19:08 notsureiflying Plano de Governo Ciro Gomes (PDT) - os 12 Pilares

Tô dando uma lida nas diretrizes do PDT do Ciro Gomes. Vou destacar algumas coisas interessantes, não digo que é um resumo pq sou incompetente pra fazer isso. Todos os destaques de texto forem adicionados por mim. Às vezes porque achei importante, às vezes porque achei que ia ficar bonito. Lembrando que eu não sou especialista em nada daqui, só penso em facilitar a visualização para as várias pessoas que não curtem abrir pdf.
Essa porra ficou imensa, mas ainda um bom tanto menor do que o documento que pode ser encontrado aqui http://divulgacandcontas.tse.jus.bcandidaturas/oficial/2018/BB2022802018/280000605589//proposta_1533938913830.pdf Vocês podem encontrar informações sobre os planos de governo dos outros cadidatos aqui
Antes de mais nada, onde o PDT prende chegar com o Brasil?
Nossa meta maior é buscarmos, em um período de 15 anos, alcançar o atual Índice de Desenvolvimento Humano de Portugal (que hoje é o 41º do mundo, enquanto o Brasil está na 79ª posição), [...] que possui um governo cujas bases de suas políticas são progressistas. Para atingirmos o atual nível de renda per capita de Portugal, buscaremos crescer 5% ao ano, e será definida uma série de outros objetivos e metas relativas a indicadores sociais, como expectativa de vida, mortalidade infantil, taxa de homicídios e desigualdades sociais entre homens e mulheres. Se quisermos também atingir os seus indicadores de distribuição de renda, teremos que investir muito em educação, bem como em políticas econômicas que propiciem a orientação de nossa produção na direção de setores que produzam bens mais sofisticados com maior valor agregado, e na realização de muitas políticas sociais visando o acesso a bens e serviços públicos de qualidade.
O programa é baseado em 12 pilares. Vou listar esses pilares e as algumas medidas dentro de cada pilar, apenas como exemplo. É só ir pras páginas de cada pilar e ler todas as medidas e, quando presente, os detalhes de cada uma. Lembrando que não estamos lendo o plano, mas sim as diretrizes, portanto vai ter bastante coisa genérica e/ou sem os mecanismos descritos. 1 - Geração de Emprego (pgs 10-18) - Equilíbrio Fiscal via reformas Fiscal, Tributária, Previdenciária, Orçamentária e da Gestão Pública. - Redução da taxa de juros via reforma monetária e um conjunto de medidas que possibilite diminuir as taxa de juros básica e aquela que é cobrada nos financiamentos a consumidores e empresas. - Defesa de uma taxa de câmbio competitiva via equilíbrio da política fiscal, redução da taxa de juros e recriação do fundo soberano. - Manutenção da inflação em patamares baixos. - Política Industrial desenvolvida de forma complementar à política macroeconômica, com foco em desenvolver setores estratégicos (Agronegócio, a Defesa, o setor de Óleo, Gás e Biocombustíveis e a produção de bens para atender aos Serviços de Saúde e Construção Civil), para a geração de inovação e/ou emprego. - Política de inserção internacional que fomente o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento, com forte apoio às exportações desses produtos e serviços. - Recuperar o volume de crédito na economia brasileira que retome a capacidade de financiamento às empresas e à população em geral - Ações emergenciais e outras que auxiliarão a promover a geração sustentável de empregos, priorizando as camadas mais vulneráveis da população, estimulando a formalização, a capacitação profissional e aperfeiçoando também as políticas de inclusão produtiva: - Finalmente, os setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, a economia criativa e o turismo também serão estimulados. Da mesma forma, atenção especial deverá ser direcionada aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas. Esses estímulos serão discutidos ao longo da campanha.
2 - Recuperação e Modernização da Infraestrutura (pgs 19-21) É proposto um investimento anual de 300bi em infraestrutura, através de investimento público ou estimulando o setor privado a fazê-lo, para superar as deficiências e gargalos que encarecem e limitam a capacidade de produção. Alguns exemplos citados são: -Investimentos em rodovias/ferrovias, (aero)portos, energias renováveis, telecom, mobilidade urbana, habitação e saneamento básico. - Reforço do programa Minha Casa Minha Vida com recursos e foco - Fortalecimento do Sistema Financeiro da Habitação e desenvolver novas formas de captação de recurso pra que o orçamento se mantenha equilibrado. - Incentivo forte de Parcerias Público Privadas com atuação coordenada ao investimento público. - Fortalecer o BNDES - Criação de um fundo garantidor para investimentos em infraestrutura - Retomada da adoção da TJLP (taxa de juros de longo prazo) nos processos de infraestrutura
3 - Meio Ambiente (pgs 22-25) - Intensa expansão, tendendo à universalização, dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. (meio que já estava proposto no tema de infraestrutura) - Compatibilização entre as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos). - Implantação das Unidades de Conservação já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos. - Desenho de modelos de desenvolvimento para áreas vulneráveis - Realizar as ações para atingir as metas climáticas definidas pelo Acordo de Paris com foco em energias renováveis, redução de desmatamento e desenhar modelos de precificação da poluição. - Estímulo ao desenvolvimento de ecossistemas de inovação sustentável via pequenas/médias empresas inovadoras em sustentabilidade, opções de financiamento à pesquisa e a projetos de inovação. - Desenvolvimento, no país, de defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas e problemas. - Estruturação de sistema de acompanhamento e disseminação de padrões de produção internacionais (que visam às melhorias ambientais e à sustentabilidade) com o objetivo de adaptar os produtos brasileiros a esse padrão.
4 - Ciência, Tecnologia e Inovação (pgs 26-28) -Elaboração de um plano nacional de ciência e tecnologia - A política de ciência e tecnologia deve fomentar o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento. - Fortalecimento do CNPq e de suas instituições de pesquisa (não fala como, né). - Estímulo à produção de conhecimento associado entre empresas e universidades via instalação de centros de pesquisas das empresas que atuam no país e contratação de doutores por empresas, facultando o pagamento de bolsas por períodos probatórios de até 4 anos. - Estabilizar fontes e recursos de financiamento (isso está associado ao tema de Reforma Fiscal com a revogação e substituição da EC do Teto de Gastos) - Desburocratização dos processos de importação de insumos e equipamentos direcionados à pesquisa. - Criação/reforço de mecanismos de estímulo a empresas geradoras e transmissoras de progresso técnico. - Criação de incentivos para o desenvolvimento de startups de tecnologia, com a respectiva incubação em universidades e instituições públicas. - Redução de burocracia e agilização dos processos ligados à propriedade intelectual.
5 - Educação (pgs 29-32) Recomendo ler essa parte no pdf, vou apenas colocar os objetivos e instrumentos propostos Objetivos para a política educacional: -Universalizar o acesso de 4 a 17 anos; -Eliminar o analfabetismo escolar (combate absoluto); -Melhorar a qualidade, mensurada através dos resultados do IDEB e PISA; -Elevar a média de anos de estudo da população; -Garantir a permanência e a conclusão na idade adequada; -Reduzir a evasão, problema grave no ensino médio; -Caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU no tocante à Educação.
Instrumentos necessários para viabilizar esses objetivos: -Uma base nacional comum curricular; -O desenho do novo Fundeb; -Um processo adequado de formação e seleção de professores; -A capacitação contínua de gestores e professores; -Regras de desenvolvimento profissional dos professores, reconhecimento de sua importância e melhoria das condições de trabalho; -Uma estrutura de incentivos adequada para os professores; -Uma estrutura de incentivos que premie os estados e municípios de acordo com a adesão às políticas e práticas propostas pelo Governo Federal; -Um processo bem estruturado de avaliação dos resultados obtidos pelos estudantes.
6 - SUS e Saúde (pgs 33-36) - Criação do Registro Eletrônico de Saúde que registrará o histórico do paciente e facilitará o atendimento do paciente em todas as esferas do SUS; - Estímulo à ampliação da rede de policlínicas através da formação de consórcios em mesorregiões - Redução da fila atual para realização de exames e procedimentos especializados através da compra de procedimentos junto ao setor privado - Premiação de hospitais e postos de saúde bem avaliados; - Estruturação de carreira de gestor na área da Saúde, a exemplo do que aconteceu com na área de Infraestrutura - Redução das barreiras impostas pela atual lei de propriedade intelectual, especialmente na proteção de patentes. - Reforço aos programas bem-sucedidos do SUS – a estratégia de saúde da família (ESF), o programa de controle de HIV/AIDS, o programa de transplante de órgãos e o sistema nacional de imunização.
7 - Segurança (pgs 37-39) - Implementação da Política Nacional de Segurança Pública e do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), elaborando junto com policiais, especialistas, promotores, juízes e sociedade civil, um detalhamento do plano de segurança para aplicação imediata; - Criação, através de Emenda Constitucional, da Polícia de Fronteiras - Criação, em estados onde a disputa entre grupos de criminosos provoca maior número de vítimas, de força tarefa constituída de policiais federais, estaduais e promotores, com vistas ao enfrentamento das organizações criminosas - Elaboração e execução de um plano federal para o controle de organizações criminosas nos estados em conflito, começando pelo Rio de Janeiro, e expandindo depois para outros estados; - Criação de um sistema nacional de inteligência criminal destinado à troca de informações entre as polícias dos estados e as federais sobre organizações criminosas; - Ocupação das vagas ociosas nos Presídios Federais - Construção de um sistema ágil de investigação sobre lavagem de dinheiro que inclua a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) - Promoção da prevenção criminal com políticas para os jovens como, por exemplo, a criação de um sistema de acompanhamento do jovem egresso do sistema penitenciário e a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua em programas profissionalizantes.
8 - Programas Sociais (pgs 40-42)
Todos os programas sociais que existem atualmente e estão obtendo bons resultados serão mantidos e ampliados na medida das necessidades, como por exemplo o Bolsa Família, o Benefício da Prestação Continuada, o ProUni, o sistema de cotas nas universidades e o Farmácia Popular, dentre outros. Mas precisamos avançar e vamos propor outros programas, em adição aos já existentes.
Algumas propostas:
- Criaremos um programa-piloto que envolva o pagamento de bolsas de estudo aos alunos que tiverem frequência mínima e melhorarem seu desempenho ao longo do tempo e, se o piloto for bem-sucedido, iremos estendê-lo aos poucos para a rede de Ensino Médio - Deve ser priorizado o atendimento das Creches às jovens mães que se encontram em condições mais vulneráveis e necessitam trabalhar e/ou estudar - Criaremos programas profissionalizantes específicos para a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua no mercado de trabalho
9 - Cultura (pgs 43-44) - Implementação de políticas que ampliem e popularizem o acesso à cultura, ao lazer e ao acesso à internet de banda larga a todos, principalmente nas periferias. - Estímulo às manifestações culturais que propiciam a inclusão social, a disseminação da cultura periférica de rua, da cultura afro-brasileira, à produção cultural e criativa de baixo impacto ambiental e às diversas atividades da chamada economia criativa. - Estabelecimento de uma política e um marco regulatório para a cultura e as artes no Brasil, de modo a consolidar em um único instrumento legal todos os aspectos regulatórios deste importante setor para a economia brasileira. - Estabelecimento de um sistema federativo de gestão da política cultural, descentralizado, capaz de garantir maior eficiência, maior capilaridade, maior adequação às realidades locais e, maior capacidade de cumprir sua missão nacional, evitando a concentração de recursos nos estados e cidades (as capitais do Sudeste) que já concentram a maior parte do investimento privado. - Facilitação e promoção de parcerias, coproduções e mitigação de riscos intrínsecos à produção cultural em todas as suas esferas. - Aperfeiçoamento dos objetivos e alcance da Lei Rouanet, precedido de amplo debate com a classe artística.
10 - Respeitos às Pessoas (pgs 45-53) Está dividido em respeito às mulheres, à população afrodescendente, à população LGBTI, às pessoas com deficiência e à juventude. Alguns highlights das primeiras 3 categorias. De forma geral nada está muito aprofundado: - Recriação da Secretaria das Mulheres - Promoção de campanhas com foco no aumento das mulheres no poder político, com vistas ao alcance da paridade - Implementação de programas de microcrédito e treinamento de microempreendimentos com atenção às mulheres - Criação de leis e programas que ajudem a proteger as trabalhadoras informais - Garantia do cumprimento da proibição de práticas discriminatórias por empregadores contra as mulheres, tais como as baseadas em provas de uso de contraceptivos ou gravidez - Promoção de programas de liderança entre meninas; - Ampliação de programas de incentivo para mulheres nas ciências exatas. - Combate à evasão escolar de adolescentes grávidas, com focos nos estados do Norte e Nordeste, onde esses dados permanecem altos - Garantia de condições legais e de recursos para a interrupção da gravidez quando ocorrer de forma legal, combatendo a criminalização das mulheres atendidas nos pontos de atendimento na saúde - Garantia da adoção de políticas afirmativas por parte de empresas e cooperativas como pré-requisitos ou agregação de pontos de vantagem para as mesmas em processos licitatórios de concorrências públicas, financiamento, subsídios, licenças ou avais em geral - Manutenção do ingresso da juventude negra em todas as universidades públicas através do sistema de cotas, assegurando via ações afirmativas a sua permanência nas instituições de ensino - Expansão do acesso das populações de áreas remanescentes de quilombos, comunidades rurais, ciganas e indígenas às escolas profissionais de ensino técnico; - Ampliação do Plano Juventude Viva - Fortalecimento e ampliação do PRONASCI- Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a adesão de estados e municípios; - Criação do Comitê Nacional de Políticas Públicas LGBT com representantes estaduais, assim como uma Secretaria Nacional de Políticas Públicas para a Cidadania da população LGBTI, - Criação de meios para coibir ou obstar os crimes LGBTIfóbicos, definindo suas características, equiparando aos crimes por racismo, injúria e feminicídio, cada qual com sua especificidade; - Reestruturação, ampliação, fortalecimento do Disk Direitos Humanos (Disk 100); - Realização de investimentos nas Universidades Públicas Federais para ampliação de programas de ações afirmativas, assistência estudantil e permanência;
11 - Combate à Corrupção (pgs 54-55)
Defendemos o fortalecimento dos mecanismos de transparência e do chamado controle social, bem como os órgãos que fiscalizam o setor público, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Somos favoráveis também ao mecanismo do acordo de leniência com empresas envolvidas em casos de corrupção, pois ele é a maneira mais saudável de separar o joio do trigo, punindo os dirigentes e funcionários implicados em práticas ilícitas, mas preservando as empresas e os empregos daqueles que não têm envolvimento com corrupção.
- Em caso de qualquer acusação ou denúncia específica fundamentada, o Ministro ou ocupante de cargo de confiança se afastará voluntariamente da posição e pedirá uma apuração independente, sem prejuízo das investigações dos órgãos competentes. Atestada a inocência, retornará ao exercício da função; havendo indícios concretos de irregularidades, será afastado definitivamente. - Redução dos atuais entraves burocráticos aos acordos de leniência. - Ampliação da transparência e controle social da administração pública, com a ajuda do governo eletrônico, de modo a facilitar o acesso da população a dados e informações em todos os sites e portais do Governo. - Criação de um Sistema de Controle Interno unificado para toda a Federação, integrando funções e a atuação da Controladoria Geral da União e das Controladorias Estaduais e Municipais. - Criação de auditorias de equidade, voltadas a avaliar especificamente se os serviços públicos tratam o cidadão de forma equânime e justa. - Criação de unidade de controladoria no Poder Legislativo. - Integração de todas as bases de dados referentes a cadastros de beneficiários e demais questões de transparência (como a lista do trabalho escravo) em um mesmo site, como o Portal da Transparência.
12 - Defesa, Política Exterior e Soberania Nacional (pgs 56-61) - Não toleraremos a compra por estrangeiros de ativos que compõem ou apoiam nosso complexo industrial de defesa. - Para manter o controle de nossos recursos naturais estratégicos, todos os campos de petróleo brasileiro vendidos ao exterior pelo Governo Temer após a revogação da Lei de Partilha serão recomprados, com as devidas indenizações; - O mesmo se dará com relação à Eletrobras e à Embraer, caso a venda de ambas seja efetivada; - Propor ao país um debate a respeito da conveniência de elevar a proporção do PIB dedicada à defesa - Construção de cultura militar organizada em torno de capacitações mais do que em torno de hipóteses de emprego das Forças Armadas; - Reafirmação do compromisso com o caça Gripen NG, com o submarino de propulsão nuclear e com a nova geração de blindados e armamentos do Exército - Suprimento de nossa lacuna em matéria de artilharia antiaérea de médio e longo alcances (sistemas de mísseis), em coordenação com iniciativas espaciais; - As parcerias com países estrangeiros ficarão condicionadas a sua utilidade paranossa qualificação tecnológica: preferiremos aprender fazendo e fabricando a comprar plataformas prontas - Para a parte privada do complexo industrial de defesa, será criado regime jurídico especial que dispense as indústrias privadas de defesa do regime geral de licitações em troca da manutenção de voz decisiva do Estado nos planos destas empresas; - Desenvolvimento de nossas capacitações em matéria de ciência e tecnologia nucleares para que a renúncia ao emprego militar da energia nuclear resulte sempre de decisão soberana da nação, não de incapacidade tecnológica e científica - Estabelecimento, junto com empresas privadas, de um programa nacional de inteligência artificial; - Desenvolvimento de nosso potencial de inteligência e contra inteligência, superação de nossa dependência dos Estados Unidos nas comunicações com o resto do mundo e criação de condições iniciais para prover às Forças Armadas uma alternativa ao GPS norte-americano; - Os acordos comerciais precisam priorizar o acesso a novas tecnologias e mercados, ajudando-nos a desenvolver a produção de bens e serviços mais sofisticados - Defesa do máximo de abertura econômica e cultural no mundo com o mínimo de restrição a tais inovações e experimentos - Reanimação de nosso projeto sul-americano: a União da América do Sul no desdobramento de estratégia compartilhada de desenvolvimento. - Caminhar para a instalação de cadeias produtivas que atravessem fronteiras na América do Sul; - Propiciar colaboração direta não só entre os governos centrais de cada país, mas também entre os governos de nossos estados federados limítrofes e os governos dos estados fronteiriços de nossos vizinhos; - Dentro do Mercosul deve-se dispor a aprofundar o livre comércio sem excluir a flexibilização circunstancial da união aduaneira - Trabalhar contra a instalação de bases militares de potências externas a nosso continente sul-americano - Cabe ao Brasil desempenhar liderança natural na América do Sul, mas evitar atos e gestos de hegemonia - O Brasil zelará para que a união a construir exija de todos seus participantes compromisso com a democracia e respeito pelos direitos humanos - Fortalecimento de nossa relação com os Estados Unidos - Desenvolvimento e reconstrução de nossa relação com a China, condicionando o avanço da presença chinesa no Brasil à colaboração com nosso governo e nossas empresas na qualificação produtiva e tecnológica, inclusive de nossa agricultura, pecuária e mineração; - Recusa à relação neocolonial, quer com a China quer com os Estados Unidos - Inadmissibilidade de um processo de endividamento com a China, público ou privado, que acabe por comprometer nossa soberania - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem monetária global que crie condições para ultrapassar o dólar como moeda-reserva do mundo - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem de segurança no mundo que constranja as grandes potências no uso unilateral da força armada - Priorização, nos acordos bilaterais e multilaterais de comércio, de nosso acesso aos meios de qualificação produtiva e tecnológica - Aproveitamento do papel desbravador que o Brasil pode desempenhar na elaboração de acordos internacionais a respeito de mudança de clima e desenvolvimento sustentável; - Reconstrução de nossa relação com a África em bases generosas que façam justiça à condição do Brasil como maior país africano fora da África e que deixem de atrelar nossa política africana aos interesses de empreiteiras; - Atuação junto ao Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, na construção de nossa política exterior
submitted by notsureiflying to brasil [link] [comments]


2018.08.06 12:21 milvogabriel Rodando Paris e Quênia para aprender e compartilhar acerca de Mudanças Climáticas

Rodando Paris e Quênia para aprender e compartilhar acerca de Mudanças Climáticas
Olá, reddit!
Meu nome é Milvo Gabriel, tenho 22 anos e sou aluno de Engenharia Ambiental e Sanitária, apaixonado por trabalho social e meio ambiente!
Já para me apresentar, esse da camisa vermelha no meio sou eu, ao meu lado esquerdo está meu \"roommate\" Masai (da África do Sul), e ao lado direito o parceiro dos vídeos no youtube, Thomás (do Brasil).
Estou tendo a grande oportunidade de participar de um programa piloto, nascido no Brasil, chamado "Youth Climate Leaders" e resolvi compartilhar um pouco com vocês.
A ideia principal por trás desta iniciativa é reunir um time internacional e multicultural de jovens interessados em engajar em assuntos relacionados a Mudanças Climáticas. O diferencial é que além da parte teórica acerca do assunto, que é provida por meio de palestras, cursos online, rodas de conversa, visitas técnicas... O programa tem um lado social muito forte, ou seja, não estamos aqui somente para entender os conceitos mas também como aplicá-los na prática.
Sabendo disso, o programa então propõe uma viagem internacional que contém 3 fases:
1 ª Fase:
  • Imersão de 10 dias em Paris, França: Esta primeira parte consiste na introdução dos principais conceitos acerca do tema, visita as principais organizações (PNUMA, UNESCO...) e acesso a profissionais ativos na área, sendo Paris um centro de grande força em Mudanças Climáticas (pelo próprio Acordo de Paris e dentre outros assuntos relacionados a área).
  • Imersão de 30 dias no Quênia: Aqui reunimos o background de cada um, o conhecimento recebido em Paris, e aplicaremos para a melhoria da qualidade de vida em comunidades no interior do Quênia, em Meru. Também ficaremos alguns dias em Nairobi, que é a capital do Quênia e sede oficial da PNUMA (Programa das Nações Unidas em Meio Ambiente).
2 ª Fase (opcional):
  • Field Placement: Cada participante tem a oportunidade de fazer um pequeno "estágio" em alguma das organizações parceiras do programa. Particularmente, ficarei no Quênia, em Meru, e isso será até o final de agosto.
3 ª Fase (opcional):
Delegação para a COP (Conference of the Parties) 24: Para os brasileiros, teremos a possibilidade de participar da delegação brasileira para a COP 24.
Se você quiser saber mais sobre o programa, basta acessar o site oficial: youthclimateleaders.org
OBS: O programa é pago, mas há apoio de organizações no custeio de algumas partes para os participantes, inclusive para aqueles que não detém de condições foram oferecidas bolsas integrais nas limitações do próprio programa (por ser um piloto, o apoio ainda é baixo).
Contextualizando:
Nosso time é composto por 15 pessoas, de idades variadas, cada um com um "background" diferente, sendo alguns mais relacionados a área de atuação política, outros relações internacionais, públicas, empreendedores, engenharia (assim como eu)... E, apesar de ter mais brasileiros devido o programa ter nascido no Brasil, nesse time temos pessoas da África do Sul, Israel, Argentina, Estados Unidos, Paquistão e Quênia.
Aqui está uma foto de nosso time na etapa Paris, alguns já voltaram para suas casas após o fim desta primeira etapa e outros estão se juntando a nós no Quênia!
No atual momento, acabamos de finalizar os 10 dias de imersão em Paris e, enquanto escrevo, estou passando o primeiro dia em Nairóbi, no Quênia.
Youtube:
Fiz esse post pois estou compartilhando alguns vídeos no Youtube acerca de nossa jornada, não é nada profissional, o intuito é ser informativo, ajudar o programa a crescer, e compartilhar um pouco de nossa experiência para inspirar mais pessoas a seguir essa área que evidentemente precisa de cada vez mais profissionais.
- me perdoem pelas piadas ruins nos vídeos.
OBS Importantes:
  • Eu falo em português na maior parte dos vídeos, mas há momentos onde eu falo em inglês devido a estar conversando com os demais. Pelo fato de eu estar viajando, não tenho muito tempo para editar e nem para colocar legendas (ótima oportunidade para praticar de vez em quando, hehe).
  • Eu não tenho experiência com Youtube e nem com Reddit, então toda ajuda é muito bem vinda! :)
Por favor, se tiverem alguma dúvida ou sugestão, postem aqui pois estarei respondendo ativamente a este tópico. Não importa se seja a respeito do programa ou até mesmo sobre o que é Mudanças Climáticas, se quiserem que eu faça um vídeo acerca de algum tópico, isto será mais do que bem vindo!
Aqui estão os vídeos do Youtube, sendo a série chamada de "Destino YCL":
Destino YCL - Introdução: https://youtu.be/GdKYwHeUXLo
Destino YCL - Dia 1: https://youtu.be/pJDQ04XHXMk
Destino YCL - Dia 2: https://youtu.be/FEL8J-mmRpc
Destino YCL - Dia 3: https://youtu.be/BIjg5HlWiek
Destino YCL - Dia 4: https://youtu.be/eTgHoXeyTw8
Destino YCL - Dia 5: https://youtu.be/AYfEnoJmyZM
Destino YCL - Dia 6: https://youtu.be/zgt6SA_DHgE
Obrigado pela atenção de vocês! Aqui estão algumas fotinhas de nossa viagem (estarei postando mais conforme vamos experenciando):
Visita a PNUMA (PNUE, em Francês), em Paris.
Demonstrando habilidade inata em filmar com a GoPro
Time reunido na Assembléia Nacional Francesa
Batendo perna perto do Pantheon, em Paris.
submitted by milvogabriel to brasil [link] [comments]


2017.08.15 23:53 feedreddit Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”

Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”
by Ana Maria Gonçalves via The Intercept
URL: http://ift.tt/2fIROpp
A manifestação neonazista e o atentado ocorridos na semana passada em Charlottesville giram em torno da disputa simbólica da herança representada pelos monumentos confederados. A cidade da Virgínia, seguindo o exemplo de algumas outras cidades do sul dos Estados Unidos, pretende remover a estátua do general Robert E. Lee, e os supremacistas brancos estavam por lá para defendê-la.
Lee foi o militar que comandou o exército da Virgínia contra a União, numa guerra separatista que queria manter a escravidão no Sul do país. A discussão tomou fôlego em 2015, depois que um supremacista branco matou nove pessoas negras em um atentado a uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. A cidade de New Orleans, por exemplo, comemorou, em maio passado, a remoção do último dos quatro monumentos confederados, exatamente uma estátua do general Lee.
O prefeito Mitch Landrieu, que é branco, reconheceu que tais monumentos celebram a supremacia branca, e disse que tal ato poderia fazer com que o estado da Louisiana finalmente começasse a se curar [dos males da escravidão], pois “não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”, completando que há que se reconhecer que os confederados estavam no lado errado da história.
“Não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”Por “lado errado da história”, por mais que se tente amenizar ou mesmo mascarar a intenção dos estados do sul durante a Guerra da Secessão, deve-se entender:o lado que defendia a manutenção de uma economia baseada na escravidão.
Não é apenas nos Estados Unidos que o “lado errado da história” é celebrado e mascarado. Aqui no Brasil, em Santa Bárbara D´Oeste (SP), há mais de 30 anos acontece a Festa Confederada. Com patrocínio estatal e incluída no calendário oficial do Estado de São Paulo, a festa, segundo os organizadores, foi organizada para “manter viva a memória dos nossos ancestrais” – ou seja, os confederados que, depois de derrotados nos sul dos Estados Unidos, vieram procurar abrigo no Brasil, onde ainda havia escravidão.
A história desses ancestrais e de como chegaram a esta região do estado de São Paulo pode ser lida no livro “Brazil: the Home for Southerners” (“Brasil, lar dos sulistas”, em tradução livre), do reverendo Ballard S. Dunn. Na festa dos descendentes dos confederados brasileiros, assim como nas casas e nas manifestações dos supremacistas estadunidenses, a bandeira confederada está em todos os lugares: nas roupas, na decoração, nos uniformes, pintada no palco onde acontecem shows e apresentações.

O contexto dessa imigração

Um dos grandes problemas deixados por séculos de escravidão foi o que fazer com o enorme contingente de negros libertos ou libertados, que nunca seriam totalmente integrados à sociedade. Aos olhos dos ex-senhores e das autoridades, representavam tanto uma ameaça à ordem pública, em locais onde eram muito numerosos, como uma ameaça à composição étnica, por serem considerados inferiores.
Os Estados Unidos fundaram uma colônia na África (Libéria), para onde enviaram todos os negros que se dispunham a deixar o país, com todas as despesas pagas. A ideia de uma colônia de negros norte-americanos no Brasil, mais especificamente na região amazônica, também era bastante atraente, por ser mais perto e por acreditarem que tínhamos aqui um modelo de sociedade menos racista.
O governo brasileiro chegou a ser consultado em algumas ocasiões, abortando a ideia porque, na época, mesmo antes da Abolição por aqui, já se pensava em um processo de branqueamento da população. Havia leis que proibiam a entrada de africanos livres no país e, ainda em 1945, imigrantes deveriam ser selecionados de acordo com a “necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes de sua ascendência européia.” A política de incentivos para atrair imigrantes europeus brancos acabou atraindo também os brancos norte-americanos.
Descendentes de sulistas americanos na Festa Confederada de 2017
Reprodução: Festa Confederada / Facebook
Com o fim da Guerra Civil, alguns sulistas brancos escravocratas se sentiram humilhados com a derrota imposta pelo norte abolicionista, acreditando que não havia mais condições de permanecerem no país. Na década de 1860, o reverendo Ballard S. Dunn fez uma longa expedição pelo Brasil e acabou escolhendo, com o aval do Imperador, uma região no interior do estado de São Paulo. Mudando-se para lá junto com várias famílias, fundou os povoamentos que dariam origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D´Oeste. A ligação com o passado é tão forte que até 1998, o brasão de Americana ainda fazia alusões à bandeira confederada.
Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.Os descendentes dos confederados de Santa Bárbara D´Oeste, representados por uma associação chamada Fraternidade Descendência Americana, soltaram uma nota condenando e lamentando o atentado em Charlottesville. A nota contém trechos de uma mesma nota emitida em 2015, quando do atentado na igreja de Charleston, como podemos ver reportagem, e pode ser lida na íntegra aqui , mas da qual destaco:
“A Fraternidade Descendência Americana representa milhares de descendentes de imigrantes Americanos que escolheram o Brasil como novo lar após sofrerem os horrores da guerra da secessão. Este conflito resolveu todas as divergências filosóficas, políticas, econômicas e sociais, onde o lado vencedor ditou as regras para todos daquele país, cujos efeitos refletem no atual sistema de vida dos Norte Americanos. Nossos ancestrais encontraram no Brasil o abraço acolhedor e a paz para recomeçarem suas vidas, sendo seus descendentes os maiores demonstradores da integração entre raças e povos frutos dos casamentos inter-raciais que ocorrem desde das primeiras gerações de descendentes.”
E:
“Aproveitamos para ressaltar que o General Robert E. Lee é considerado um dos melhores generais da história dos EUA e que ele não possuía escravos e entendia que a escravidão era um grande mal. Ele liderou as tropas confederadas na sua luta pela independência. Desta forma, o General Robert E. Lee não representa os grupos extremistas de direita estadunidense.”
Há tantos problemas nestes dois parágrafos acima que fica difícil começar, mas vou me ater ao que se refere ao general Lee. Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.
A bandeira dos Confederados é hasteada para a festa no interior de São Paulo.
Divulgação: Festa dos Confederados / Facebook
“Informações sobre a vida de Lee foram editadas para apresentá-lo sob uma luz favorável, começando imediatamente após sua morte – até mesmo no Norte”, diz este artigo, que ainda traz a seguinte declaração do ex-escravo, escritor e abolicionista Frederick Douglass: “Dificilmente podemos pegar um jornal que não esteja cheio de bajulações nauseantes” acerca de Lee, sobre quem “parece que o soldado que mais matou homens em batalhas, até mesmo por má causa, é o maior dos cristãos, qualificado por um lugar no paraíso.”
O artigo também dá conta de que Lee teve escravos sim, ao contrário do que muitos tentam negar: “Lee possuía escravos próprios antes da Guerra Civil, até 1852 [sua esposa continuou possuindo depois disto], e considerou comprar mais depois desta data, de acordo do a biografia escrita por Elizabeth Brown Pryor, que se baseia nas correspondências de Lee.” Em carta para a esposa, o general diz o que acha da escravidão: “A escravidão, como instituição, é um mal moral e político em qualquer país”.
A Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidãoDeve ser daqui que a Fraternidade Descendência Americana tirou a declaração sobre Lee, esquecendo-se, no entanto, do que complementa essa sua declaração. Lee afirma que a escravidão era pior para os brancos do que para os negros, e que era necessário que os negros a suportassem, para que fossem civilizados:
“A dolorosa disciplina pela qual estão passando é para a instrução de sua raça… Por quanto tempo esta instituição será necessária é sabido e ordenado por uma sábia Providência Misericordiosa.”
Ou seja: só Deus sabia, e não cabia aos homens libertá-los. Aqui se confirma o argumento de que a Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidão, na qual a religião foi forte componente. O que pode ser confirmado neste artigo, que a coloca no centro das declarações dos vários estados confederados.
Ou seja, naquele tempo e agora, os símbolos confederados, como a bandeira e as estátuas do general Lee, representam um ideal defendido tanto por Trump quanto pelos supremacistas brancos: a américa para os americanos – e apenas os brancos protestantes. Os mesmos que migraram para o Brasil e deram origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D`Oeste. Que seus descendentes queiram honrar sua memória é completamente entendível, mas que também assumam a verdade histórica da herança que trouxeram com eles.
Foto em destaque: Polícia protege estátua em Charlottesville, no último sábado, dia 12. Michael Nigro/ AP
The post Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história” appeared first on The Intercept.
submitted by feedreddit to arableaks [link] [comments]


2016.10.27 22:27 Lake_Mungo Trechos Gerais

Fragmentos de textos interessantes:
PNL não tem qualquer eficácia comprovada. E terapia eriksoniana é discutida em quase todo mundo como abordagem contestável.
E em geral, cura súbita ou melhora brusca implica em sensibilização, e em grande parte, risco. Serve em casos que o sujeito tem uma autoconfiança mínima, mas a chance de fazer um sujeito tender a um comportamento agressivo qualquer e isso implicar em um novo problema, esse agora, material, é significativa. Existem diversos casos de pessoas que sequer tem repertório verbal pra descrever o problema mas reclamam de "não devia ter feito" alguma coisa.
Emular segurança em uma pessoa é fácil. Controlar as consequências disso é impossível. Se não tivesse motivo pra haver terapia, com certeza, não haveria terapia. E eu bem gostaria que PNL ou módulos motivacionais quaisquer tivessem efeito positivo bom (parece pleonasmo pra quem não é do meio, mas é assim que se fala lol), mas pelo que ando estudando (propensão a risco, recaída e porras assim), todos indícios são de eficácia nula e aumento brusco de comportamentos globais, que em situação de risco ou vulnerabilidade, implicam em uma conduta imprudente por parte do paciente.
Manja aquela de "agora sou o super homem, pode vir qualquer coisa pela minha frente e nada vai me abalar". Bem, nunca ouvi falar de nenhum super-homem na vida real.
 
 
Regressão é coisa de espírita cara, envolve fé. Demanda que tu tenha crença em "vidas passadas" e essas merdas.
Apesar de que uma galerinha segue a tão discutível abordagem Eriksoniana. Hora Médicos (psiquiatras), hora Psicólogos. Nesse caso se restringem a regredir no seu tempo de vida apenas.
Vou tentar me manter resumido: Problemas? Bem, muitos:
  • Teórico/metodológico: Você retorna para fases anteriores da sua vida em geral buscando "fontes", mas tem confiabilidade 0 dos dados (tal como introspecção, os dados são completamente insubstanciais, tendenciosos, discutíveis e impossíveis de serem replicados e nem mesmo reproduzidos).
  • Partindo desse princípio, ok, a abordagem se baseia no "auto conhecimento". Trabalhando conhecimento como uma experiência vívida e consciente. E ela é por algum motivo avaliada de forma inconsciente. Dá pra entender? Tu vai, volta, "relembra", e isso trás algum dado? Provoca alguma mudança? Dafuc.
  • Onde diabos fica a memória do sujeito? Ele tem diversas memórias que acompanham diferentes idades? Memória é um campo complicado, mas ela costuma se fragmentar em diferentes aspectos (difícil montar cenas inteiras, sentimentos, todas percepções de um momento muito antigo), e mesmo assim, ela teve validade para aquele momento em específico. Você cresce, as variáveis mudam, e aquele momento em si não tem influência direta com quem você é hoje além do simbólico. Abordagens que trabalham simbolismo vão considerar isso como variável, mas ainda assim, partindo do princípio de uma memória induzida? Sem confiabilidade? Você pode simplesmente produzir um estado ou até mesmo uma consciência por via da sugestão (sugestionamento).
Esses problemas são os que inviabilizam pra mim o método cientificamente. Não são críticas minhas, são provenientes principalmente da área médica-comportamental, lógico. Mas isso é praticamente um consenso hoje em dia na ciência simplesmente porque consideram avanços científicos e metodológicos. Inclusive a psicanálise e as áreas humanísticas da psicologia costumam recusar métodos como de hipnose, e nunca aceitaram PNL.
Se quiserem (se acharem que vem ao caso), eu falo o que controla motivação, e como eu lido com o conceito e descrevo como ela pode ser treinada ou desenvolvida, como preferirem chamar. Com esses programas ai de PNL ou qualquer outra abordagem motivacional, você consegue resultados sim. Não é em todas pessoas, não é em qualquer condição, mas obviamente (vulgo, se tu ler um mínimo de princípios da psicologia) sabe que um dos estados psicológicos mais comuns é o da sugestão. Pessoas com baixa crítica, baixa autonomia, baixa resistência a frustração e principalmente baixo repertório comportamental são EXTREMAMENTE suscetíveis a comportamentos modelo, se tu apresenta um modelo muito claro pra ela, e descreve através de um puta orador, os efeitos são monstruosos.
Manja "receita do sucesso"? Tem muito mais a ver com "Anda filho da puta, faça algo" com "Vai estudar". Caso contrário, não é uma receita, não imediata. Porra, olhando em volta tu percebe uma porrada de pessoa que não "se utiliza do seu potencial", a gente mesmo perde muito tempo com "coisas banais como lazer", ou em pensamentos repetitivos disfuncionais, frustrações, problemas que se consolidam em rotinas. A gente (no geral) tem uma tendência comportamental fortíssima em se acostumar. Nos EUA principalmente essas intervenções motivacionais "funcionam" bastante, mas lá a organização é outra.
Não é tão simples, depende do que tu considera "funcionar". Regressão pra mim é de uma inconsistência teórica monstruosa, e sequer acredito que vivências anteriores controlam comportamento atual (tenho bases mais do que suficientes pra isso, ao ponto de ser banal discutir o contrário).
 
 
Pra início de conversa: Sou psicólogo comportamental, sigo a linha behaviorista radical. A base é biológica e sem influência de outras áreas. A dissociação é importante pra deixar claro que eu não compartilho do paradigma cognitivista o qual é inconsistente (e até paradoxal) teoricamente.
Quanto a emoção: a primeira dissociação importante pra ser evidenciada é que em si, ela é comportamento reflexo (seguindo um sistema respondente pareado ao operante). Isso quer dizer que diante de alguns contingentes ambientais (S), assumimos determinados comportamentos ® e que isso provoca uma consequência ©, que será reforçadora caso a frequência desse comportamento seja aumentada, e punitiva caso esse comportamento tenha frequência reduzida. Esse é o paradigma básico pra qualquer sistema operante.
A emoção e o sistema operante vão compartilhar do mesmo antecedente. O comportamento vai ser controlado em função da consequência do sistema operante, e a emoção será um sistema respondente pareado. A nota imprescindível aqui é: A emoção não provoca comportamento, nem é a resposta operante. Exemplo? Temos medo daquilo que aprendemos a temer, mas podemos lidar com aquilo a partir do momento que nossa aproximação desse comportamento é reforçadora. Caso tenha curiosidade, eu tenho uns capítulos sobre. Mas entende o importante? Emoção é pano de fundo para os comportamentos, são sistemas respondentes e os sentimentos são as descrições atribuídas.
PS: não estou falando sobre mudança de comportamento aqui. Mas se você simplesmente treinar uma pessoa a assumir um comportamento X, você tá expressando um modelo e os problemas seriam decorrências comuns de se seguir apenas modelos. São muitos e tá longe de ser o ideal principalmente quanto a autonomia.
 
Quanto a tendência a se acostumar: Pensa que todos seus comportamentos são como são porque assim foram reforçados e tiveram sua frequência aumentada. Tudo que tu faz tem em geral um modo de ser feito que você identifica como ideal. Pessoas com maior foco em desempenho, estão constantemente reavaliando variáveis de seus comportamentos, e ainda assim, sempre vão visar a maior fonte de reforço possível. Assim que você atingir um nível de reforço satisfatório, o número de comportamentos diferentes desse vai naturalmente ficar bem reduzido. A noção de repertório comportamental é muito próxima de alguns conceitos de personalidade pelo exato mesmo motivo.
Todo novo comportamento implica em sucessivas aproximações de um comportamento que atinja um nível satisfatório de reforço. Aprender tem muito mais a ver com "falhar miseravelmente" do que "fazer direito", porque se tu faz direito da primeira vez, potencialmente tu já sabia fazer e não precisou fazer adequação alguma. De qualquer forma, deu pra entender? Tentar algo novo implica em desafio, frustração e uma expectativa de reforço sempre presente. Em geral, é muito raro tentarmos fazer algo novo sem que exista uma operação estabelecedora em ação. Operação estabelecedora é o conceito utilizado para motivação dentro da psicologia comportamental. Ela é assim chamada porque ela é alguma operação (antecedente ao comportamento) ao qual estabelece um (1) aumento da probabilidade da execução de um comportamento específico (efeito evocativo) e (2) aumento da qualidade reforçadora de alguma consequência (efeito estabelecedor), existem outros 2 efeitos mas eles caem em questões teóricas mais avançadas, de maneira geral basta entender que os componentes da motivação dentro da psicologia comportamental são bem materiais e experimentalmente testáveis. Existe sim um gigantesco avanço teórico nesse campo, diferente das abordagens clássicas da motivação. O principal ganho é, novamente, autonomia e consequente a isso, capacidade de auto-controle, auto-gestão (por sinal, isso é a principal resposta aos críticos da psicologia comportamental, os quais afirmam que segundo a perspectiva teórica, você é impossível de ter qualquer experiência de liberdade).
 
Quanto a suscetibilidade: Aqui estamos falando diretamente de repertório comportamental. Um sujeito com pouca autonomia em geral tanto tem um repertório restrito (podemos dizer que ele "sabe fazer poucas coisas", faltaria saber quanto ao que), e isso de maneira geral tem relação íntima com aprendizados via modelo. Manja aquele guri que só vai ser reforçado se fizer do jeito que o pai mandar? Ou aquele que só vai receber certo se fizer do jeito que o professor mandar? Se em todo lugar da vida de uma pessoa ela só é instruída a fazer de alguma forma, e na sua vida (condições naturais de reforço) ele for punido por qualquer tentativa criativa de solucionar um problema, pronto, fodeu. Teremos uma pessoa com baixa autonomia ao longo prazo, a qual talvez até siga muito bem um modelo bem descrito, mas a sua capacidade de solução de problema é bem restrita.
Agora pensa nas relações de reforço que esse sujeito vai estabelecer? A todo e qualquer modelo, ele vai ver uma descrição de como obter reforço, enquanto ele não vai ter repertório próprio algum (vulgo, estratégias) pra responder adequadamente ao problema disposto. No fim das contas esse sujeito vai sempre esquivar de responder por si próprio, enquanto vai ter uma probabilidade imensa de seguir descrições de contingências feitas por terceiros. Uma pessoa inclusive pode ser feliz assim. Quem aqui nunca conheceu alguém submisso? Tem gente que gosta. Eu não gosto. Vai do que a pessoa considera um objetivo pra ela.
Eu sou um defensor invariável da autonomia e acredito que sem autonomia não existe saúde mental. As pessoas devem ser estimuladas SEMPRE a procurarem soluções criativas para os problemas do dia a dia. E isso implica em não ser um filho da puta punitivo com qualquer erro de terceiros e sempre focar em onde diabos aquilo ali foi uma tentativa de desenvolvimento. Com isso no fim das contas eu acabo tendo uma vida com muito mais feedbacks positivos. Curiosamente, aqui no forum é justamente o contrário, aqui passa muito longe de ser um lugar para feedbacks positivos, e sim um lugar pra opiniões formadas e impositivas. A diferença daqui pro dia a dia é gigantesca.
 
 
William James é um dos pais, senão O pai do pragmatismo, que sim, é a base filosófica do behaviorismo radical.
A escolha do terapeuta tem muita relação com o perfil do sujeito que tá procurando terapia. É um assunto um pouco mais complicado e no fim das contas eu vou sempre puxar saco pra minha linha, então melhor eu nem falar muito. Mas a dica que dou é: peça indicação de um bom terapeuta na sua região, recomendações são sempre boas. Sabendo a perspectiva clínica dele (qual teoria que fundamenta a prática dele), tu pode pesquisar sobre e ver se tu vê sentido naquilo, se tu concorda ou coisa assim.
A maior dificuldade é sempre encontrar um terapeuta que tu goste, é igual médico/dentista.
E não sei direito sobre a dissociação que o the-dude fez, mas psiquiatria e psicanálise são coisas bem diferentes, e de qualquer modo, a rotulação é sempre algo complicado. O paciente é sempre mais do que um sinal ou sintoma. Pro behaviorismo radical mesmo muito pouca coisa é tratada como patologia pra tu ter ideia. O lance de dissociar behaviorismo radical e cognitivismo tem mais relação com o que eu ia falar, o cognitivismo assume umas paradas meio controversas quanto emoções e a produção de comportamento, ou mesmo no objetivo de qualquer terapia. No cognitivismo por sinal o que se trata é a queixa em geral. Tipo, se tu tem insônia, se trata a insônia, como módulo. Inclusive existem livros que deixam claro até a média de consultas necessárias e o que deve haver no programa da terapia. Saca? Eu acho foda isso, apesar de que quando eu clinicava, raramente eu precisava ficar mais de 6 meses com um paciente. Mas uma coisa é seguir módulos, outra é de fato estabelecer uma relação terapêutica e a partir do que ela for mostrando, os dois (paciente e terapeuta) determinam os objetivos, a temática de cada sessão e coisas do tipo.
 
 
Essa é a parte foda e "difícil de explicar". A primeira resposta é a mais complicada. Psicanálise, seja lá de qual for o autor, ela não é científica. Mas calma, isso não é o fim do mundo. Existe uma dinâmica a qual é coerente metodologicamente até certo ponto, mas científica ela não é. Ela trabalha relações subjetivas através de representações e postulados que tem validade DENTRO DA TEORIA, que quando trabalhados com o sujeito, seguindo uma porrada de identificações (que vão ter nomes diferentes pra cada teoria), se constrói um campo terapêutico, que em geral, é simbólico, mas se nossa fala/escrita e mesmo pensamento é simbólico, dá pra entender o porque que trabalhar simbolismo gera efeitos positivos sob o sujeito né?
Dai tá a gigantesca cisão na psicologia. Não sou bom nessa área, mas fiz minhas escolhas né. A psicologia comportamental é científica (vulgo, tudo que a gente trabalha tem respaldo em teoria E foi testado por via experimental E pode ser replicado). Essa é a parte que gera uma merda infernal na psicologia. Quando a gente trabalha clínica, no mundo inteiro, tem esse direcionamento pra psicologia comportamental (e dentro dela, as duas principais escolas, o behaviorismo radical e o cognitivismo). Psicanálise só é encontrada em grades curriculares de psicologia em 2 países do mundo: Brasil e Argentina, salvo engano, é essa a informação que tenho.
Abordagens humanísticas caminham pro mesmo lado, não são científicas, mas tem uma base que é científica (a da gestalt teoria), mas nesse campo eu sei menos ainda. Gestalt em geral é aplicada em áreas como publicidade e marketing. Mas quanto a terapia, ela novamente não é científica MAS guarda de uma coesão interna.
Na minha opinião, o mundo inteiro tem um motivo pra ir pro lado da biologia. A força que a ciência traz e principalmente o poder de ilustração/demonstração que um estudo experimental traz é MUITO contundente. Por mais que acredite que a clínica de outras teorias nunca vá morrer (bem, não dá pra mentir que boa parte das pessoas tem problemas de forte caráter simbólico), a tendência é que a psicologia clínica acabe ficando muito pro lado com comprovação científica. Em muitos países, psicologia clínica é sinônimo de psicologia comportamental. Nos estados unidos e na áfrica do sul é mais ou menos assim já.
E "o que funciona" no fim das contas é sempre o que se estabelece na terapia. É imprevisível demais. Mas acredito que seja exatamente por esse motivo que é tão foda achar um terapeuta bom. A formação em psicologia é ridiculamente fraca no Brasil. Dá pra formar não sabendo porra nenhuma, grande parte da minha turma, e vamos falar da minha área teórica: de todos os meus 12~14 colegas de clínica, eu consigo dizer que no máximo 4 deles conseguiam lidar com a imprevisibilidade de uma queixa. Quase todos os outros não fariam nem ideia de como estruturar uma hipótese. E isso porque to falando dos psicólogos comportamentais com que me formei (as outras abordagens acredito que seja pior ainda, simplesmente por demandar de bem mais estudo inicialmente).
 
 
submitted by Lake_Mungo to cormaya [link] [comments]


VOLTEI PARA ÁFRICA  DePretas - YouTube Tudo sobre minha viagem para a África do Sul! - YouTube COMPRANDO ARMAS NA ÁFRICA DO SUL  QUANTO CUSTA ... SO NA AFRICA DO SUL PRA VER UM SHAPE DESSES (Abena Danquah ... SAFÁRI IMPERDÍVEL NA ÁFRICA DO SUL - Carioca NoMundo ... Tudo que você precisa saber para ir morar na África do Sul ... ÁFRICA DO SUL  PROGRAMA VIAJE COMIGO - YouTube QUANTO CUSTA VIAJAR PARA ÁFRICA DO SUL? + DICAS EXTRAS ... Kruger Park - Dicas de Viagem na Africa do Sul - YouTube Brasil x Africa do Sul - Comparação Militar - YouTube

Código do África do Sul. DDD de cidades do África do Sul.

  1. VOLTEI PARA ÁFRICA DePretas - YouTube
  2. Tudo sobre minha viagem para a África do Sul! - YouTube
  3. COMPRANDO ARMAS NA ÁFRICA DO SUL QUANTO CUSTA ...
  4. SO NA AFRICA DO SUL PRA VER UM SHAPE DESSES (Abena Danquah ...
  5. SAFÁRI IMPERDÍVEL NA ÁFRICA DO SUL - Carioca NoMundo ...
  6. Tudo que você precisa saber para ir morar na África do Sul ...
  7. ÁFRICA DO SUL PROGRAMA VIAJE COMIGO - YouTube
  8. QUANTO CUSTA VIAJAR PARA ÁFRICA DO SUL? + DICAS EXTRAS ...
  9. Kruger Park - Dicas de Viagem na Africa do Sul - YouTube
  10. Brasil x Africa do Sul - Comparação Militar - YouTube

Oi, gente! Eu sou Gabi Oliveira e hoje vim contar pra vocês sobre a minha experiência ao voltar para o continente africano, mais exatamente, na Africa do Sul... Comparação Militar entre Forças Armadas Brasileiras e Forças Armadas da Africa do Sul. (Exército, Marinha e Força Aérea.) Apoie o canal: https://apoia.se/bra... Tivemos a oportunidade de conhecer a realidade Sul-africana em relação às armas de fogo. Já sabíamos que o país possuía uma grande comunidade de caça e que f... O safari na Africa do Sul é uma das coisas mais incríveis que um viajante pode fazer! Neste vlog mostraremos um pouco da nossa experiência. Caso você queira ... ① https://goo.gl/PvoSQo ② Add/Remove Content: [email protected] ③ Fonte: @bodiedbyaries Add this triset to your next leg/booty workout. 💡 3sets of each... Tudo que você precisa saber para ir morar na África do Sul: https://youtu.be/wJk7IktgD2I Hoje conversei com o Eduardo Shimahara, mais conhecido como Shima. U... Neste vídeo você vai conhecer as belezas da África do Sul. Vamos visita Johanesburgo, Cape Town, Pretória e outras cidades desse país. Entre os passeios vamo... Instagram: @carioca_nomundo Se você quiser ir na próxima CARIOCA NOMUNDO EXPERIENCE, em parceria com a agência de viagens especializada em África Ikewana, ma... QUANTO CUSTA VIAJAR PARA ÁFRICA DO SUL? Passagem, Hopedagem, Documentos, Alimentação, Transporte e Internet. TUDO que você precisa saber para fazer a conta c... Oi meninas e meninos, tudo bem? Nesse vídeo vou contar bem explicadinho sobre minha viagem para a África do Sul! Amo tanto esse país que foi minha segunda ve...